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Autobiografia
Nasci Virgem mas por um atraso de quinze minutos. Quando respirei pela primeira vez o mais puro ar do interior paulista (José Bonifácio) já se passavam quinze minutos da meia noite. Já era 23 de agosto de 1960. Até meus 21 anos morei no interior paulista, passando por diferentes cidades: Buritama, Getulina, Guaimbê e São José do Rio Preto. De quebra, fiz colégio técnico em Lins e cursinho em Marília. |
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Queria fazer faculdade de Medicina. Depois de três anos de tentativas eu acabei entrando numa faculdade de Farmácia em 1981. De lá prá cá, resido em SamPa (São Paulo -Brasil). Aos 8 anos comecei a aprender e, com 16 anos, aprendi a tocar violão muito mal e de "olhômetro". |
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Em 1981, vim para SamPa cursar Faculdade de Farmácia e logo me enturmei
com a moçadinha dos barzinhos e da boemia.
Fui incentivado a inscrever-me num festival universitário da faculdade onde estudava. A música Sol da Liberdade, foi classificada em 2° lugar e, ainda, recebi o prêmio "Rouxinol" de melhor interprete. Em 1982, outros festivais e outros prêmios. Efetivamente, descobri que a música era a minha essência. |
Nos anos 85 e 86, já formado Farmacêutico, a música fica fora de minhas necessidades primeiras. Era preciso encaixar-me no mercado profissional.
Ainda em 86, surge a oportunidade de trabalhar com o grupo Raíces de América.
Em 88, voltei a indústria farmacêutica buscando estabilidade financeira. Cantava e tocava (na hora da "canja") em bares da cidade, lá pelas 3 ou 4 da madrugada.
Conheci Claudia Lopes Fernandes (eu a chamo de CRAU - no bom sentido da palavra) e casei-me em primeiro de abril de 89.
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Em 1992, meu irmão, Sydney Júnior, transfere-se para São Paulo e surge a idéia de gravar um disco independente com minhas composições o que levaria mais de um ano para ficar pronto a custas de muitas horas extras e economias. Em 93, era preciso fazer o disco tocar. Montamos uma banda e saímos pelo interior divulgando o nosso trabalho musical. Em 94, fizemos uma temporada de 4 meses em um Bar no bairro de Sumaré (São Paulo). |
Neste momento, o casamento de meu irmão Júnior estava em conflito justamente por causa da música e, então, fiquei sozinho e resolvi parar também. Além do mais, meu filho Henrique acabava de chegar e minha vida tomou outro rumo.
Parei de pensar na carreira de compositor e cantor até que em 95, fui convidado para acompanhar a cantora Edilene de Oliveira na Choperia Bom Motivo.
Empolgado novamente, fiz o meu primeiro show solo neste mesmo local e em setembro de 95 entrei em estúdio para gravar meu disco solo. Em novembro de 96, com sua fita DAT prontinha, aguardava uma chance em alguma gravadora.
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Inscrevi-me num festival promovido pelo Bar Estação Brasil e minha música "Acaso" é classificada para integrar-se ao CD - coletânea Estação Brasil. Na verdade, este festival ainda não deu frutos. Nem mesmo o CD que estava prometido ficou pronto.
Voltei a procurar outras gravadoras e... nenhuma resposta. Então a Loja Cravo e Canela Produtos Naturais deu aquela força e patrocinou a prensagem de mil CDs.
O ano de 97 é marcado por apresentações em bares e casa de culturas da cidade de São Paulo. Uma empresa de divulgação acreditou no trabalho e resolveu apostar em me agenciar.
O pré-lançamento do CD se deu no Teatro da Umes. Estava muito nervoso. Era a primeira vez que eu cantava com uma banda de verdade. Correu tudo bem.
Aí veio o lançamento oficial, no Teatro Guiomar Novaes - São Paulo.
Quando universitário eu ía muito até o teatro acompanhar de perto muitos de meus ídolos. Pensava e tinha a certeza que um dia eu iria me apresentar neste mesmo local. De fato isso aconteceu e para a minha decepção: tinha dez pagantes..
A banda estava afiada, eu me sentia mais solto no palco mas, na platéia estavam minha esposa e filho, minha sogra e duas tias, uma grande amiga e um grande fã. ( Já deu dez, não ?).
Foi um baque e tanto.... Daquele dia, resolvi desmanchar a banda.
Financeiramente era inviável continuar. Voltei a tocar ora sozinho ora com acompanhamento de percussão.
Alguns outros shows e uma nova pancada: a Agência de Divulgação faliu.
Restavam poucos meses para o Natal e depois o Ano Novo e depois o Carnaval e você sabe: o Brasil não anda neste período.
Era preciso sair a luta...
Veio dezembro... angústia em chegar as "águas de março".
Ainda fiz um show em janeiro de 98. Foi muito legal... muita gente, amigos que há muito tempo eu não via. Foi muito legal.
Começam as "aulas de março" e as oportunidades surgem neste campo: mais e mais aulas, outra faculdade.
Financeiramente eu não podia reclamar mas... tempo para a música.... nem pensar.
O ano de 98 foi reservado para gravar novamente - outras canções e continuar a caça de uma gravadora.
Conheci Sérgio Cruz proprietário, músico e arranjador do estúdio Wave Master. Ficamos amigos, contei-lhe da minha trajetória e da minha desesperança em se fazer música de qualidade neste Brazil com Z.
Mostrei-lhe algumas das minha composições e ele me disse que esse trabalho não poderia ficar na gaveta.
A princípio pensei que era conversa de vendedor mas, depois senti que tinha ganhado um fã.
Pois bem... a partir de janeiro de 99 começamos a pensar no projeto "CRAU", nome do terceiro trabalho musical - em homenagem a minha esposa.
Henrique |
Claudia e Bia |
Beatriz |
E por falar em Crau, o ano de 99 foi especial para nossa família. A tão esperada Bia (Beatriz) chegou em outubro. Confesso que praticamos bastante: muito tratamento hormonal, inciminações etc e quando já tínhamos nos conformado, Deus nos presenteou com esta graça.
Em 2000, o projeto "CRAU" se torna uma realidade. Foram 15 meses entre escolha de repertório, arranjos, gravações, mixagem e masterização (mais um parto difícil).
Com algumas economias e com o patrocínio da loja Cravo e Canela mandei prensar mil CDs.
Novamente, estou com mais um trabalho prontinho pra que uma gravadora possa ganhar "uns troco em cima de mim".
Sei que a luta é dura e tem que ser eterna.... Alguma coisa me diz que ainda chego lá
Shows e CDs: (0xx11) 6222 4315