Cajazeira (Spondias Mombin)

 

Nome: Cajá mirim,

 

N. Científico: Spondias mombin (antiga Spondias lutea)

 

Família: pertence a familia Anacardiaceae, onde estão incluidas outras espécies frutiferas como o umbu (Spondias tuberosa), a ciriguela (Spondias purpurea) a cajarana ou caja-manga (Spondias cytherea) e o umbu-cajazeira (Spondias spp)

 

Nomes populares: Taperebá, taperibá, cajazeiro, cajazeira, cajá-pequeno, cajazeio-miúdo, cajá-mirim, acaíba, acaja, acajaíba, imbuzeiro.

 

Altura média: Altura de 20-25m, dotado de copa baixa e densa muita característica. Tronco curtos e muito ramificado, revestido por casca rugosa, de 40-60cm de diâmetro.

 

Madeira: Madeira leve (densidade 0,41 g/cm3), mole e fácil de trabalhar, de média durabilidade natural. A madeira é própria para marcenaria e carpintaria, sendo muito empregada na região norte para a construção de pequenas embarcações.

 

Folhas: Folhas compostas pinadas de 5-9 pares de folíolos opostos de 9-11 cm.

 

Flores: As flores são melíferas, esbranquiçadas, muito pequenas em inflorescências . Floresce a partir do final do mês de agosto junto com o surgimento da nova folhagem, prolongando-se até dezembro.

 

Fruto: A maturação dos frutos ocorre durante os meses de outrubro-janeiro. Fruto tipo drupa,  ovóide, de até 6 centímetros de comprimento, de casca fina e lisa, amarela quando madura, polpa comestível, alaranjada, mole e com sabor agridoce. Frutificação durante o ano todo. Possui uma única semente. Muito usado no Nordeste para sucos e sorvetes..

 

Semente: 2,5 x 1,5 cm. Boa germinação, apesar de um pouco demorada..

 

  

Outras características

Árvore de médio a grande porte,a cajazeira é uma espécie frutífera que tem como origem a América Tropical. Encontra-se amplamente disseminada em quase todos os quadrantes do Brasil. Na Amazônia é vulgarmente conhecida por Tapereba; em São Paulo, Minas Gerais, por cajazeira miúda ou cajá pequeno; nos estados do Sul, por cajazeira ou cajá pequeno ; nos estados do Sul, por cajá mirim.

 

Na maioria dos Estados do Nordeste é simplesmente conhecido por cajá. Ocorre espontaneamente em condições silvestre competindo com outras espécies vegetais, ou em quintais, sítios e, até mesmo, na proteção e sombreamento do cacaueiro.

Em espanhol é conhecida como jobo ou ciruela amarilla; em inglês como hog-plum ou Mexican-plum.

 

 

Considerada de grande importância na recuperação de vegetação degradada, pela sua rusticidade, rapidez de crescimento e disseminação, e atração para a fauna em geral.

 

O reconhecido potencial econômico das Spondias (cajazeira, ciriguela, umbu e umbuguela) tem despertado o interesse de pesquisadores e produtores para essas frutíferas tropicais em virtude das possibilidades de utilização de seus frutos no preparo de sucos, doces e sorvetes, vinhos e licores além da extração de goma.

 

Ajao e colaboradores, 1984, descobriu-se que o extrato das folhas e dos ramos da cajazeira continham taninos elágicos com propriedades medicinais para o controle de bactérias gram negativas e positivas.

 

Na medicina popular e indústria farmacêutica é crescente a utilização da cajazeira. Pio Corrêa (1926) relata que a casca da cajazeira é aromática, adstringente e emética, constituindo um bom vomitório nos casos de febres biliosas e palustres, gozando da reputação de antidiarréica, antidesintérica, antiblenorrágica e anti-hemorroidária, sendo esta última propriedade também atribuída à raiz. As folhas são alimentos prediletos do bicho da seda e utilizadas interna e externamente, conforme os casos; são também úteis contra febres biliosas, constipações do ventre, dores do estomago, complicações consecutivas ao parto e certas e certas enfermidades dos olhos e da laringe, posto que para estas ultimas seja mais recomendável o decocto das flores.

 

Ainda que exploradas de modo extrativista, plantios comerciais começam a ser estabelecidos, principalmente no Nordeste brasileiro.

 

A existência de plantas, em condições naturais, apresentando caracteres intermediários entre algumas espécies do gênero Spondias, indica a viabilidade de cruzamentos naturais e também a presença de fracas barreiras de incompatibilidade dentro do gênero.

 

Outro aspecto importante é a possibilidade da utilização de uma determinada espécie como porta-enxerto de outra espécie.

 

A propagação dessas espécies é feita pelos métodos sexuais e assexuais. Na propagação sexual, o endocarpo, comumente chamado de "caroco", e utilizado como semente. A cirigueleira, a umbu-cajazeira e a umbugueleira, praticamente, não se propagam por via sexual em virtude dos seus endocarpos serem desprovidos de sementes.

A propagação vegetativa das Spondias por estaquia, ainda, apresenta fortes limitações e não se dispõe de tecnologia para a produção comercial de mudas.  

 

Referências bibliográficas:

SOUZA, F. X.; ARAÚJO, C. A. T. Avaliação dos métodos de propagação de algumas Spondias agroindustriais. Fortaleza: Embrapa-CNPAT, 1999. p. 1-4 (Comunicado técnico, 31).

LEON, I.; SHAW, P. E. Spondias: The red mombin and related fruits. In. NAGY, S.; SHAW, P. E.; WARDOWSKI, W. F. Fruits of tropical and subtropical origin - Composition, Properties and Uses, editora, 1990, p.116-126.

 

Sites visitados:

http://www.cnpmf.embrapa.br

http://www.belaischia.com.br/frutas/page/caja.html

http://www.arvores.brasil.nom.br/cajamir1/index.htm

http://www.fruticultura.iciag.ufu.br/caja.html

http://www.clubedasemente.org.br/cajazeiro.html

 

    

   José Claret

Theodoro da Silva